sábado, 7 de abril de 2012

Crenças

  Sinto pena dos que não acreditam em nada. A pena vem com a roupa da raiva, se essa pessoa for metida e acredita que só sua opinião é a que vale. Raiva é um sentimento humano, e não deveria tê-la ao lidar com questões tão complicadas como esta. Mas, vejam: eu deveria perceber que quem está perdendo não sou eu.
    Eu acredito no amor, na fraternidade, acredito, sim, que exista algo maior que nos mova. Não encaro a Terra como um planeta onde só exista ódio e desolação e que seu fim esteja próximo. Não! Quando tudo está perdido, quando eu me sinto a exceção, eu lembro que a exceção é que faz a diferença.
    Tenho pena de ver como a mentalidade de pessoas que não creêm em nada (não digo apenas no âmbito religioso) é pequena, o quanto essa pessoa está perdendo seu tempo ao querer mudar questões primordiais, o quanto ela está perdendo ao se prender nos detalhes. O pior é que podem-se passar horas tentando mostrar-lhe ponto de vista diferente do dele... Não dá. É impossível. Prefiro deixá-lo achar que está com a razão, sabendo que estou convicta dos meus ideais e que não cabe a mim julgá-lo.
   O mundo é um lugar triste e pequeno se não temos nada para nos segurar nos momentos difíceis. Fico imaginando o quanto a vida desta pessoa pode ser tão melhor... Novamente, afirmo que não cabe a mim a conversão dele. Não importa o quanto se grite fora de uma sala acúsitca. Quem está dentro nunca vai escutar.
   É assim que eu vejo. Se não concorda, não me corrija. Apenas diga. Porque talvez não exista "certo" ou "errado". Talvez existam pontos de vista.