terça-feira, 28 de agosto de 2012

Juro que não compreendo algumas pessoas. Espero que algum dia elas expliquem pra mim....
Olho lá fora. Vejo que está chovendo. Não sei onde chove mais. Lá fora ou dentro de mim

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Praça

     Eu nunca fui o tipo de pessoa atlética, não. Sempre tive pavor de educação física, vivia correndo de um lado para o outro que nem uma barata tonta só para os professores terem alguma noção que eu estava me esforçando. Dança não conta muito, quer dizer, eu adoro ficar rebolando por aí quando escuto música, mas eu não faço isso profissionalmente. Já até tentei, mas eu definitivamente não tenho o porte físico de bailarina. Eu me sentia um peixe fora d'água porque eu era uma criança alta e gorda e aquelas meninas da minha turma eram todas magricelinhas e franzinas. E bem patricinhas também, empinavam bem o nariz na hora dos plieés.
     Mas eu percebi de uns dias para cá: não posso ficar simplesmente acumulando gordura no sofá. Aliás, eu não tinha comprado roupa de ginástica para ficar pegando poeira na gaveta, né? Pois bem, não tinha dinheiro para bancar uma academia, então eu passei a caminhar na praça. Um tênis, um celular, uma bermuda e um top de ginástica podem fazer milagres! No começo eu não curti muito ficar dando voltas pela praça, ficava ofegante e tals... Mas agora, eu estou adorando! Aliás, quando eu estou com raiva de alguém é uma maravilha... Começo a correr loucamente e aí a raiva vai passando. Enquanto eu caminho eu ponho os pensamentos em ordem. A hora passa rapidinho.
      Eu aproveito também para dar uma olhadinha nos carinhas musculosos e cheirosos (oh, meu Deus, como isso é possível?) que ficam correndo também. Mas, infelizmente, tem muito cara abusado que passa por lá. Fiquei morrendo de raiva de um que disse quando eu passei correndo:
     - Os peitos estão pulando
     Jura, meu filho? Sou uma mulher, mulheres têm seios e consequentemente balançam com movimentos. ¬¬' Fora isso, a cada dia que passa fico mais animada para correr na praça! :)
     

domingo, 12 de agosto de 2012

Ouro

  Na minha vida, eu sou o papel principal. Eu nasci para brilhar, não para ser papel secundário. Não sou qualquer uma. Resta saber que papel que certas pessoas querem empenhar na minha vida, se elas merecem o papel de destaque. Não vou me colocar para baixo para agradar os outros, não vou me colocar na posição de "tanto faz". Quando eu chego aos lugares, pretendo fazer a diferença. Entro no jogo de cabeça erguida, entro para dar o melhor de mim. Se eu não ganhar, fico tranquila, porque sei: sou a melhor Isadora que eu poderia ser. Algumas pessoas vão valorizar isso em mim, mas não vou perder tempo com quem não vir isso.
  Está na hora das pessoas pararem com essa ideia de que precisam chocar para obterem lugar no mundo. Chocarem sendo o que elas não são. Eu tenho a ideia clara de quem sou, e não preciso me transformar em alguém que não sou para demonstrar o meu valor.
  Decepção faz parte da vida. Uma hora a decepção se torna a vitória. Que o ouro das olimpíadas Vida da Isadora venha para essa Isadora.  

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Atitude

  "Ah, vê se não enche" eu li. Não sei o que é pior: ler essa frase ou escutá-la. Nunca diga a uma mulher, já nervosa com as falsas palavras doces pronunciadas uma vez, para não encher o saco. Foi me subindo um troço. Babacaaa!!!! Minha vontade era olhar na cara dele e gritar. Mas, para a meu azar (ou sorte) estávamos no MSN. Chorei naquele momento. Só naquele momento. Porque aquilo foi à gota d'água. Não foram os palpites intrometidos acerca dos meus textos sem ele dar o mínimo de valor à literatura -a pessoa tem o direito de não gostar de literatura, contanto que respeite os demais. Nem tantas outras atitudes que me irritaram. Foi tudo isso. Eu tentei dar uma chance. Na verdade, eu digo: fui cega.
   Lá estava eu rindo e dançando aqui em casa depois da conversinha do MSN. Lá estava eu sendo eu mesma. A situação era clara na minha cabeça. Quer gritar? Grita com a sua mamãezinha. Ah, e aproveita para ela te dar o mínimo de educação de como tratar uma mulher.
   As atitudes das pessoas têm, sim, muito a dizer sobre elas. Não é só o signo dela, ou onde ela estuda, ou que ela faz da vida. É como ela se porta acerca disso. E que se foda quem não lhe der o seu verdadeiro valor. Se não quem vai se foder é você por deixar passar tudo. É, amigo. As coisas têm um propósito, afinal das contas...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Entre o trem e o trilho

  Com medo de ouvir um "não", acabo por não dizer "sim". Me calo. O silêncio às vezes é pior do que um não. Como então posso querer que as pessoas se aproximem de mim?
   Ninguém pode ler o pensamento de ninguém. A frase é óbvia, mas eu nunca me lembro dela. Eu quero que determinadas coisas mudem na minha vida, porém parece que não venho feito o suficiente. A declaração pesa no meu peito e as lágrimas descem incontroláveis.
    Uma vez alguém me disse que é preciso tomar cuidado com o que se deseja, porque acaba conseguindo pelas vibrações que essa pessoa emite. Não sei se acredito nisso. O que eu sei é que tem que lutar mesmo por alguma coisa, e se ela não veio ainda, ou não se lutou o suficiente ou não era para ser. Parece que estou lutando com as armas erradas. Tento não cometer o mesmo erro repetidamente, porém acabo por ir ao extremo oposto.
     Eu passei muito tempo da minha vida querendo algo. Recusei muitas chances por não serem compatíveis com o que imaginei. Chegou o que eu queria, na forma que eu mais ou menos imaginei, mas adivinha? Eu me estrepei. A justificativa para isso é clara: não existe nada perfeito. Decepção te liga sempre para avisar que ela está por aí. Acabei trocando seis por meia dúzia.
     Agora eu preciso encontrar um jeito equilibrado de lidar com a situação para não me estrepar da mesma forma. Ui, esse tal de equilíbrio vive esbarrando em mim hahaha

sábado, 4 de agosto de 2012

Espetáculo

    Eu ri. Aqueles meninos eram bonitos. Mas naquela situação eu só conseguia ver um bando de bocós procurando atenção de todas aquelas pessoas. Me divertia com a situação ridícula. Eles gritavam, levantavam a blusa para mostrar a barriga, dois deles até abaixaram as calças e ficaram de cuecas.
    Por fora, eu arregalava os olhos, mas dentro de mim até me deliciava. Eu não me deliciava com ELES em si, e sim com a patetice generalizada. Com os parâmetros que certas pessoas usam. Um deles se jogou no sofá onde algumas meninas se encontravam. Eu mantinha os olhos abertos. Era a competição de quem seria o mais impactante.
    "Ei, você, essa aqui é a Isadora" minha amiga me apresentou.
    "Oi, tudo bem?" ele respondeu, pegando na minha nuca. 'Olha a intimidade, tá, querido?', pensei, rindo.
     E quando percebi, já estava uma menina agarrada a um deles. Ui, a chapa estava quente. Poderia ouvir aquele som de uma gota d'água numa frigideira quente.Todo mundo ao redor aplaudia. "Aê, aê!" a euforia contagiou o ambiente. O pessoal já estava se pegando. Dava para perceber as línguas se movendo mesmo na sala escura. Um outro cara estava pelando tanto que ele amassava o rosto da menina com uma das mãos. Gargalhei dentro de mim e até mesmo agora enquanto escrevo esse texto. Que romântico...
    Eu? Eu estou bem. Se fosse há alguns anos atrás, me escandalizaria. Mas quer saber? Deixemos a escandalização com as pudicas....